O CINEMA NACIONAL

    O CINEMA NACIONAL- A evolução de tecnologia de pós-produção do cinema brasileiro passou por um rápido desenvolvimento na década de 1950, com a criação dos estudos da companhia cinematográfica Vera Cruz. A importância de equipamentos e a vinda de técnicos europeus que, paralelamente à pratica dos seu ofício, contribuíram para a formação de mão-de-obra, detonou o embrião do que poderia ter se tronado a indústria cinematográfica no Brasil. À dissolução da Vera Cruz, seguiu-se o desenvolvimento da televisão, exigindo cada vez mais apuro técnico e a sofisticação do cinema dito "de publicidade". Para esse caminho do cinema brasileiro convergiram os técnicos nacionais e estrangeiros, forçando os laboratórios a se aparelharem. O cinema de ficção, seja de curta, de média ou longa metragem, permanece à margem desses desenvolvimentos, poucas vezes utilizando a trucagem além de na abertura dos filmes. Os laboratórios de processamento de imagem deram dois grandes saltos em cima da evolução tecnológica. O primeiro resultou da demanda da televisão por filmes positivos a cores em 16 mm, bitola usada pela redes de televisão para exibição de filmes comerciais. Assim como as produtoras de filmes publicitários foram obrigados a modernizar seus equipamentos e os técnicos a serem treinados para o processamento de novos materiais. Saía-se do branco e preto para o cinema de filme a cores – e essa foi talvez a maior alteração que os laboratórios sofreram. O outro grande salto foi a utilização da técnica de obtenção de cores no filme através da síntese aditiva da luz, incorporando esse princípio básico da física moderna, que consiste na síntese da luz branca por meio da soma dos feixes monocromático das luzes consideradas primárias. Esse processo gerou profundas modificações nos equipamentos de cópia (Optical Printer) e no trabalho de marcação de cores (Vídeo Colour Analyser). O cinema brasileiro de ficção sempre negligenciou a técnica (e o pessoal técnico), dando ênfase aos "artistas" e diretores, esquecendo-se de que o fazer cinematográfico envolve uma equipe numerosa, com grande diversidade de qualificações. Redimir o cinema dessa prática e dessas concepções errôneas é um dos objetivos do nosso trabalho. A tecnologia do cinema brasileiro aparece largamente discutida pelos homens e mulheres que vivificaram através de sinceros e humanizados depoimentos concedidos a nós, mesclados de técnicas e vida.

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